segunda-feira, 21 de abril de 2014

AULA PROGRAMADA 8º E 9º ANO

ATENÇÃO ALUNOS!!!
AULA PROGRAMADA SERÁ CORRIGIDA DIA 24/04/2014, PORTANTO DEVERÃO IMPRIMIR E COLAR NO CADERNO E RESPONDER.
O Vendedor


 
1. Nos dois primeiros quadros da tira, percebe-se que o menino
(A) aceita logo a oferta do homem.
(B) discute o preço das balas com o homem.
(C) negocia o preço da sua mercadoria.
(D) oferece a sua mercadoria aos gritos.

2. O recurso utilizado na tira para apresentar a fala dos personagens é

(A) o gesto.
(B) a cor.
(C) o tipo de letra.
(D) o balão.

3. A fala do menino, no último quadro da tira, sugere

(A) aborrecimento.
(B) bondade.
(C) preconceito.
(D) inveja.

4. No segundo quadro da tira, a fala do menino marcada com um duplo ponto de exclamação, reforça

(A) a irritação com o trabalho.
(B) o desinteresse pela venda.
(C) o apelo para vender.
(D) a pressa em vender.

5. Em “Não trabalho com pedestre”, o termo destacado refere-se a pessoas que

(A) andam de ônibus.
(B) caminham a pé.
(C) passeiam de bicicleta.
(D) viajam de carro.


Aula programada 2º /C/D/E

AULA PROGRAMADA PARA 2ºC/D/E
Atenção alunos !!!!
Imprimir, colar e  responder os exercícios , pois será corrigido dia 24/04/2014


Cidadania e igualdade
Mais do que em outras épocas da nossa história, o momento em que ingressamos num novo século exige a construção da cidadania e a implementação dos direitos humanos como tarefa de urgência. Realizá-la implica uma série de atitudes que envolvem, antes de tudo, o indivíduo, o seu grupo, a comunidade e os diversos segmentos da sociedade. Impõe-se a cada pessoa o desafio de acreditar - ou voltar a acreditar, se perdeu tal crença - na possibilidade de uma sociedade justa e solidária, exercitando uma nova consciência crítica, conhecendo a realidade em suas várias nuances e mudando o que precisa ser mudado para uma vida melhor.
Ter consciência crítica significa também saber analisar, com realismo, as causas e os efeitos das situações que precisam ser enfrentadas, para, a partir dessa atitude, descobrir os melhores caminhos na busca da transformação social, política, econômica e cultural. Significa, do mesmo modo, abrir-se para as mudanças e capacitar-se, de todas as formas, para absorvê-las. Há hoje cada vez mais espaços para ações de parceria voltadas ao desenvolvimento sustentado e à realização dos direitos humanos.
O desafio apresenta-se de duas formas. De um lado, é preciso abrir-se para além dos círculos fechados em que as pessoas normalmente vivem, estimulando o respeito e a cooperação por uma sociedade com menores desigualdades, e de outro, para exercer o direito de cobrar das instituições do Estado a sua responsabilidade na preservação dos direitos humanos. O desafio essencial de cada um de nós é e sempre será fazer respeitar o nosso condição de ser humano vocacionado a uma vida digna e solidária.
O princípio de igualdade é a base da cidadania e fundamenta qualquer constituição democrática que se proponha a valorizar o cidadão. Não é diferente com a nossa. Na Constituição de 1988, o direito à igualdade destaca-se como tema prioritário logo em seu artigo 5º: ''Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)''
(Guia Cidadania e Comunidade)



01) A realização da ''tarefa de urgência'', de que trata o primeiro parágrafo do texto, exige
A) iniciativas enérgicas por parte do poder estatal.
B) a defesa do convívio em círculos sociais restritos.
C) uma nova reforma constitucional.
D) uma alteração no fundamento da Constituição de 1988.
E) novas atitudes dos indivíduos e dos grupos sociais.



02) Considere as seguintes afirmações:
I. As ''duas formas'' de desafio de que trata o 3o parágrafo acentuam a importância do papel da iniciativa do Estado.
II. A frase Não é diferente com a nossa, no penúltimo parágrafo, lembra que o princípio da igualdade é básico também na Constituição brasileira.
III. O direito à igualdade, tratado no artigo 5o da Constituição de 1988, é amplo em relação aos cidadãos brasileiros e restritos em relação a todos os demais. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
A) I, somente.
B) II, somente.
C) I e II, somente.
D) II e III, somente.
E) I, II e III.

03) O texto manifesta a necessidade premente de se evitar
A) uma análise realista das causas e efeitos das situações que precisam ser enfrentadas.
B) a prática de cobrar de setores do Governo suas responsabilidades constitucionais.
C) a tendência de se viver no interior de círculos sociais fechados e estanques.
D) a discriminação social, a não ser nos casos previstos no artigo citado da atual Constituição.
E) qualquer desafio que diga respeito a mudança de atitude ou de hábitos tradicionais.

04) No contexto do 1o parágrafo, os elementos que constituem a enumeração o indivíduo, o seu grupo, a comunidade e os diversos segmentos sociais
A) estão dispostos numa ordem casual e arbitrária.
B) obedecem à sequência lógica do mais geral para o mais particular.
C) são todos eles alternativos e excludentes entre si.
D) estão dispostos numa progressão do particular para o geral.
E) são todos eles sinônimos entre si.

05) Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase do texto em:
A) em suas várias nuances = em seus diversos aspectos.
B) implementação dos direitos humanos = preservação da assistência humanitária.
C) vocacionado a uma vida solidária = ambientado no regime da privacidade.
D) tema prioritário = questão de alguma relevância.
E) inviolabilidade do direito à vida = protelação da garantia de vida.

06) A frase "Ter consciência crítica significa também saber analisar, com realismo, as causas e os efeitos das situações, que precisam ser enfrentadas"articula o segundo ao primeiro parágrafo. Considerando-se essa articulação, a palavra também tem o sentido de
A) ainda assim.
B) apesar de tudo.
C) além disso.
D) sobretudo.
E) antes de mais nada.

07) Está correta a grafia de todas as palavras do seguinte comentário sobre o texto:

A) Uma das iniciativas incontornáveis da cidadania está em se exercer a consciência crítica, aplicada aos fatos da realidade.
B) Recusando os privilégios dos que se habituaram a viver em grupos autônomos, o texto propõe o acesso de todos a todas as instâncias
sociais.
C) Ninguém deve se eximir de cobrar do Estado a preservação do princípio de igualdade como um direito básico da cidadania.
D) Constituem dever de todos manter ou readquirir a crença em que seja possível a vigência social dos princípios da igualdade e da solidariedade.
E) O que se atribui a um cidadão, como direito básico, deve constituir-se em direito básico de todos os cidadãos, indiscriminadamente.

08) As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na seguinte frase:
A) É uma tolice imaginar-se que não se devam satisfações àqueles que não pertençam ao âmbito do nosso próprio grupo social.
B) Não nos cabem, nos dias que correm, ignorar o fato de que novas atitudes são absolutamente necessárias a uma nova ordem social.
C) A base da cidadania se firmam nos princípios que postulam a inviolabilidade dos direitos básicos de todo cidadão.
D) Assim como nas dos outros países, encontram-se em nossa Constituição, em palavras que não deixam dúvida, o princípio democrático da igualdade.
E) As duas formas em que se apresentam para nós o desafio de acreditar na igualdade são a abertura para os outros e a vigilância quanto às funções do Estado.

09) Transpondo-se para a voz passiva a frase "O desafio essencial será fazer respeitar a nossa condição de ser humano", o segmento destacado será substituído por
A) fazer com que respeitemos.
B) fazermo-nos respeitados.
C) ter feito respeitar.
D) fazer ser respeitada.
E) fizermos respeitá-la.


10) Está clara e correta a redação da seguinte frase:


A) Viver em círculos fechados é o que muita gente gosta apesar de serem pouco beneficiados em razão disto.
B) Quando se obedece princípios de igualdade a cidadania de que todos almejamos torna-se não apenas provável quanto possível.
C) É bem melhor gozar de um direito coletivamente do que cada um por si, o mesmo ocorrendo com os demais.
D) Verifica-se hoje muitas ações de parceria, onde a meta é o desenvolvimento sustentado, além de ser voltado à realização dos direitos humanos.
E) Se há algumas razões para que se tenha deixado de crer na possibilidade de uma sociedade justa, há muitas mais para que se aceite o desafio
de voltar a crer.

AULA PROGRAMADA 3º ANO

ATENÇÃO ALUNOS!!!
IMPRIMIR A ATIVIDADE DA AULA PROGRAMADA, RESPONDER E COLAR NO CADERNO, POIS  SERÁ CORRIGIDA NO DIA 24/04/2014.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO PARA 3ºC/D


Não despertemos os Leitores



Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo.
Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
"A vida é um fardo" - isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: "disse Bias". Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com ideias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
"O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!"
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.

(QUINTANA, Mário. Prosa & Verso. 6. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 87)

1. Defina, com suas palavras, um leitor dorminhoco.
2. Como você se classificaria: um leitor dorminhoco, um leitor semidesperto ou um leitor atento? Justifique.
3. Plutarco poderia se considerar um grego comum? Por quê? 
4. Por que os sete sábios da Grécia deviam ser a tábua de salvação das conversas?
5. Uma das técnicas da dissertação consiste na citação de um "argumento de autoridade", ou seja, o testemunho ou a citação de uma pessoa de competência reconhecida sobre determinado assunto. Como Mário Quintana ironiza essa técnica?
6. Caetano Veloso, na letra Sampa, afirma o seguinte: "Á mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Que trecho do texto apresenta opinião semelhante?
7. Qual a diferença de postura entre o leitor dorminhoco e o leitor atento em relação à frase: " O Brasil não fugirá ao seu destino histórico"?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Recuperação 3º C/D/E

EXERCÍCIOS DE RECUPERAÇÃO -3º C/D/E

1.Sobre a tira acima é correto o que se afirma em todas as opções, exceto:
  a) No último quadrinho a palavra circulação apresenta uma dupla interpretação.
        b)    A secretária imagina que a aliança esteja muito apertada e possa prejudicar a circulação de sangue no local.
   c) Pela resposta do general, no último quadrinho fica evidente que ele está se referindo à sua liberdade.
  d) A palavra circulação nas duas ocorrências oferece a mesma interpretação.
2. Explique o duplo sentido da expressão “belo galo na cabeça” de acordo com a tira.

3. Observe o uso da palavra cabeça nas orações abaixo
Ele é o cabeça de uma organização criminosa.
Estou com aquele garoto na cabeça desde o dia que o vi.
Depois da queda vi que a cabeça do menino estava machucada.

A multiplicidade de sentidos que uma mesma palavra pode apresentar, em diferentes contextos de uso chama-se:
a.      Hiperonímia
b.      Polissemia
c.      Hiponímia
d.      Ambiguidade


Eterno
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!
(...)
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
(...)
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
(...)
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos.
Carlos Drummond de Andrade
 4.No texto predomina a:

a.      Sinonímia
b.      Antonímia
c.      Polissemia
d.      Ambiguidade

5.No verso: Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. A palavra em destaque pode ser substituída sem alteração de sentido por:

         a.      Dissimular
         b.   Demonstrar
c.        C.Desmascarar
d.        D. Mostrar

6. Difícil é amar completamente . O vocábulo “só” pode ser usado em vários contextos como se observa nas orações abaixo. Destaque a alternativa que traz o significado dessa palavra na ordem em que aparecem.
I. Maria não veio à aula.
II. Maria foi  ao cinema.
III. Quero  o seu bem.
a) tão somente – unicamente – sozinha
b) somente – sozinha – apenas
c) sozinha – tão somente – somente
d) sozinha – unicamente – somente


7. - Os vocábulos destacados em “Na banca da feira da vinte e cinco, havia cupuaçu, bacuri, taperebá e outras frutas regionais.”, têm relação entre si por possuírem o mesmo campo semântico, isto é, todos são frutas inclusive típicas da Amazônia.
Tais termos grifados, em relação à palavra “fruta”, são designados como:

(A) hiperônimos.
(B) hipônimos.
(C) cognatos.
(D) polissêmicos.
(E) parônimos.

8. É possível elaborar um texto novo a partir de um texto já existente. É assim que os textos "conversam" entre si. É comum encontrar ecos ou referências de um texto em outro.  Observe o trecho da música Bom conselho, de Chico Buarque: Eu semeio vento na minha cidade/ Vou pra rua e bebo a tempestade. Comparando esse trecho ao provérbio popular,  “Quem semeia vento, colhe tempestade”, temos um exemplo de:

a.    Sinonímia

b.    Polissemia

c.    Hiperonímia

d.    Intertextualidade
9) Coloca as palavras hipónimas junto das palavras hiperónimas com que se relacionam.

Hiperónimos





 
Hipónimos
Escola

Profissão

Flores

Televisão

Orquídea
Ecrã
Enfermeiro
Turma
Canal
Margarida
Documentários
Pedreiro
Teste
Cravo
Médico
Noticiário
Aula
Cantoneiro
Rosa
Filmes
Carpinteiro
Disciplinas
Narciso
Aluno

10)   Completa cada uma das frases com o hiperónimo das palavras sublinhadas, conforme o exemplo:
O Joaquim adorava as suas aves. Tinha uma bela gaiola com canários, periquitos e mandarins.


a.       O amor, a simpatia e a amizade são _______________  positivos.
b.       Era muito cuidadoso com os consumos de energia dos seus ___________________: aspirador, frigorífico, arca congeladora, máquina da louça… Antes de os comprar, analisava bem as suas etiquetas energéticas.

domingo, 30 de março de 2014

EXERCÍCIOS DE RECUPERAÇÃO PARA 2º ANO C/D/E

Exercícios de língua portuguesa - 2ºC/D/E

01. (UFG-GO)  Leia o texto de Paul Horowitz, físico da Universidade de Harvard.

Existe vida inteligente fora da terra? “No Universo? Garantido. Na nossa galáxia? Extremamente provável. Por que não encontramos aliens ainda? Talvez nossos equipamentos não tenham sensibilidade suficiente. Ou não sintonizamos o sinal de rádio correto”.
SUPERINTERESSANTE. São Paulo:
Editora Abril, n. 224, mar. 2006, p. 42.

Tendo em vista os argumentos utilizados por Paul Horowitz, pode-se inferir que ele:

(A) garante a existência de aliens apoiando-se em comprovações científicas.
(B) prova que nosso encontro com extraterrestre é apenas uma questão de tempo.
(C) revela suas idéias em uma escala que varia em diferentes graus de certeza. 
(D) sustenta seu ponto de vista com base em resultados verificados por equipamentos adequados.
E) reconhece a existência de vida alienígena em nossa galáxia.

02. (UFMG-MG)

O mercado é como Deus: invisível, onipotente, onisciente e, agora, como fim do bloco soviético, onipresente. Dele depende nossa salvação. Damos mais ouvidos aos profetas do mercado – os indicadores financeiros – que à palavra das Escrituras.
Idolatrias à parte, o mercado é seletivo. Não é uma feira livre, cujos produtos carecem de controle de qualidade e garantia. É como shopping center, onde só entra quem tem (ou aparenta ter) poder aquisitivo.
BETTO, Frei. Estado de Minas, Belo Horizonte,
8 jun. 2006. Caderno Cultura, p. 10.
(Trecho - Texto adaptado)

Idolatrias à parte, o mercado é seletivo.” (linha 25)

É CORRETO afirmar que a expressão destacada, nessa frase, é usada para:

A) anunciar que a idolatria será abordada depois.
B) criticar a postura dos profetas do mercado.
C) desvincular o mercado da idéia de crença religiosa.
D) mudar o foco argumentativo do texto.

(FGV-SP) Texto para questão 03

Os tiranos e os autocratas sempre compreenderam que a capacidade de ler, o conhecimento, os livros e os jornais são potencialmente perigosos. Podem insuflar idéias independentes e até rebeldes nas cabeças de seus súditos. O governador real britânico da colônia de Virgínia escreveu em 1671:
Graças a Deus não há escolas, nem imprensa livre; e espero que não [as] tenhamos nestes [próximos] cem anos; pois o conhecimento introduziu no mundo a desobediência, a heresia e as seitas, e a imprensa divulgou-as e publicou os libelos contra os melhores governos. Que Deus nos guarde de ambos!
Mas os colonizadores norte-americanos, compreendendo em que consiste a liberdade, não pensavam assim.
Em seus primeiros anos, os Estados Unidos se vangloriavam de ter um dos índices mais elevados - talvez o mais elevado - de cidadãos alfabetizados no mundo.
Atualmente, os Estados Unidos não são o líder mundial em alfabetização. Muitos dos que são alfabetizados não conseguem ler, nem compreender material muito simples - muito menos um livro da sexta série, um manual de instruções, um horário de ônibus, o documento de uma hipoteca ou um programa eleitoral.
As rodas dentadas da pobreza, ignorância, falta de esperança e baixa auto-estima se engrenam para criar um tipo de máquina do fracasso perpétuo que esmigalha os sonhos de geração a geração. Nós todos pagamos o preço de mantê-la funcionando. O analfabetismo é a sua cavilha.
Ainda que endureçamos os nossos corações diante da vergonha e da desgraça experimentadas pelas vítimas, o ônus do analfabetismo é muito alto para todos os demais - o custo de despesas médicas e hospitalização, o custo de crimes e prisões, o custo de programas de educação especial, o custo da produtividade perdida e de inteligências potencialmente brilhantes que poderiam ajudar a solucionar os dilemas que nos perseguem.
Frederick Douglass ensinou que a alfabetização é o caminho da escravidão para a liberdade. Há muitos tipos de escravidão e muitos tipos de liberdade. Mas saber ler ainda é o caminho.
  (Carl Sagan, O caminho para a liberdade.
 Em "O mundo assombrado pelos demônios:
 a ciência vista como uma vela no escuro". Adaptado)

03. É correto afirmar que Carl Sagan faz citação das idéias de um governador real britânico para:

a) corroborar as idéias que defende no desenvolvimento do texto.
b) ilustrar a tese com a qual inicia o texto e à qual se contrapõe na seqüência.
c) comprovar a importância da colonização inglesa para o desenvolvimento americano.
d) desmistificar a idéia de que liberdade de imprensa pode trazer liberdade de idéias, como defende na conclusão.
e) ironizar idéias ultrapassadas, mostrando, no desenvolvimento do texto, o descrédito de que gozaram em todos os tempos.


(UFV-MG) O fragmento abaixo foi selecionado do texto “Mulheres no cárcere e a terapia do aplauso”, de Bárbara Santos. Leia-o para responder às questões 04, 05 e 06.

Mulheres no cárcere e a terapia do aplauso
(por Bárbara Santos)
     Elas estão no cárcere. O cárcere não está preparado para elas. Idealizado para o macho, o cárcere não leva em consideração as especificidades da fêmea. Faltam absorventes. Não existem creches. Excluem-se afetividades. Celas apertadas para mulheres que convivem com a superposição de TPMs, ansiedades, alegrias e depressões. 
     A distância da família e a falta de recursos fazem com que mulheres fiquem sem ver suas crianças. Crianças privadas do direito fundamental de estar com suas mães. Crianças que perdem o contato com as mães para não crescerem no cárcere. 
     Uma presa, em Garanhuns, Pernambuco, luta para recuperar a guarda de sua criança, que foi encaminhada para adoção por ela não ter familiares próximos. Uma criança com cerca de 2 anos de idade, em Teresina, Piauí, nasceu e vive no cárcere, não fala e pouco sorri, a mãe tem pavor de perdê-la para a adoção, sua família é de Minas Gerais. 
     Essas mulheres são vítimas do machismo, da necessidade econômica e do desejo de consumir. São flagradas nas portas dos presídios com drogas para os companheiros; são seduzidas por traficantes que se especializaram em abordar mulheres chefes de família com dificuldades econômicas; também são vaidosas e, apesar de pobres, querem consumir o que a televisão ordena que é bom. 
     Um tratamento ofensivo as afeta emocionalmente. A tristeza facilmente se transforma em fúria. Muitas escondem de suas crianças que estão presas. Sentem vergonha da condição de presas. Na maioria dos casos, estão convencidas de que são culpadas e que merecem o castigo recebido. Choram, gritam e se comovem. O cárcere é despreparado e pequeno demais para comportar a complexidade das mulheres. 
     Apesar do aumento do número de mulheres presas no Brasil, especialmente nas rotas do tráfico, o sistema penitenciário não se prepara nem para as receber, nem para as ressocializar. Faltam presídios Femininos, assim como capacitação específica para servidores penitenciários que trabalham com mulheres no cárcere. 
     Falta estrutura que considere a maternidade e que garanta os direitos fundamentais das crianças.
     Assim como na sociedade, no cárcere o espaço da mulher ainda é precário. O sistema é masculino na sua concepção e essência. Em cidades como Caicó, Rio Grande do Norte, não existe penitenciária feminina. As mulheres presas são alojadas numa área improvisada dentro da unidade masculina. Em Mossoró, no mesmo Estado, mulheres presas, ainda sem sentença, aguardam julgamento numa área minúscula dentro da cadeia pública masculina. A presença improvisada das mulheres cria problemas legais e acarreta insegurança para servidores penitenciários quanto à garantia da segurança geral e da integridade física das mulheres.
 
(Bárbara Santos é coordenadora nacional do projeto Teatro do Oprimido nas Prisões, desenvolvido pelo Centro de Teatro do Oprimido, em parceria com o Departamento  Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça. www.ctorio.org.br)
(Disponível em: http:// www.carosamigos.terra.com.br. Acesso em: 07 ago. 2006.)

04. Tendo em vista o sentido global do texto, o seu PRINCIPAL objetivo comunicativo é:

a) discutir a precariedade do sistema penitenciário para receber mulheres presas.
b) apontar as especificidades e complexidades da mulher no cárcere.
c) defender o direito das mães presas viverem com suas crianças.
d) apresentar exemplos positivos de presídios para mulheres.
e) identificar os problemas das mulheres no cárcere.

05. Dentre os fatores abaixo, assinale o que NÃO foi mencionado por Bárbara Santos como problema que afeta a mulher no cárcere:

a) A falta de absorventes.
b) A inexistência de creches.
c) A estrutura precária.
d) O excesso de proteção.
e) A convivência com os filhos

06. “[...] querem consumir o que a televisão ordena que é bom.” (§ 4)
Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO comprova a assertiva feita pelo autor do texto:

a) A mídia televisiva é considerada hoje uma espécie de quarto poder.
b) A pressão do índice de audiência leva a televisão a impor certos comportamentos à população. 
c) O peso da economia exerce influência sobre padrões específicos de conduta social. 
d) As publicidades televisivas, por exemplo, instigam as pessoas a consumirem produtos e sonhos.
e) A função da mídia televisiva é apenas informar a sociedade dos acontecimentos em geral.

 Nas questões de 07 a 10, identifique as funções de linguagem que se destacam nos textos.


        (O Popular, 23/04/2009)

08. Li, com extrema indignação, a reportagem do POPULAR de terça feira, sobre o mapa da prostituição em Goiás. Os 582 pontos em todo Estado são uma verdadeira declaração de miséria, levando-se em conta a baixa idade das garotas. O pior é que já banalizou-se diante dos nossos olhos, muita gente graúda vê e nada é feito.
No âmbito federal levantamentos foram feitos pelas autoridades e o resultado também é alarmante. [...] Até quando tanta miséria e pobreza condenarão nossas crianças e adolescentes a extremos atos de desespero e imoralidade?
       (O Popular, carta do leitor, 23/04/2009)

09. FAÇA COMO A MALU: MUDE PARA O SABONETE LÍQUIDO LUX GOTAS DE BELEZA.
                                                                                           (Revista Quem)
10) (FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

11) (UFPE) Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:

a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

12) (Fei) Assinalar a alternativa correta, com relação as figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir:
I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”
IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”


a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma

13) No verso “Permitiu parecesse a chama fria.”, encontramos algumas figuras de linguagem. Uma delas é:
a) o eufemismo.
b) o anacoluto.
c) o pleonasmo.
d) a elipse.
e) a anáfora.

14) Identifique as figuras de linguagem marcando:
(1) Metáfora
(2) Metonímia
(3) Catacrese
(4) Comparação
(5) Prosopopéia

a. (  ) Gosto de ouvir Titãs.
b. (  )A doçura do teu olhar é minha vida.
c. (  ) O rio engasgou num barraco.
d. (  ) Usarei no tempero um dente de alho.
e. (  ) Você é venenosa como uma cobra.

15) É o emprego de uma palavra, com base na similaridade, para designar algo que não tem vocábulo próprio, estamos falando de:
a) Catacrese
b) Hipérbole
c) Personificação
d) Metonímia
e) Ambiguidade

16) (UFPB) I."À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de muita paciência..."

II."... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..."

III."... parece que uma mola oculta o impelia..."

IV."... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar."

Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente,


a) gradação, antítese, comparação e hipérbole.

b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação.

c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo.

d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole.

e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole.

17) (Un. Fe. Uberlândia) Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente: 

a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora) 
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese) 
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo). 

18) (Aman) - Há uma evidente onomatopéia em: 
a) "Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros."
b) "E Soronho ri, com estrépito e satisfação."
c) "... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios."
d) "Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!..."
e) "De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram." 

19) (Fau - Santos) - Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:
a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora 

20) (Mackenzie) - "Ó mar salgado, quanto do teu salsão lágrimas de Portugal!" 
Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia;
II - pleonasmo;
III - apóstrofe;
IV - personificação.

Quanto às especificações anteriores, diz-se que:
a) todas estão corretas.
b) nenhuma está correta.
c) apenas I , II e III estão corretas.
d) apenas III e IV estão corretas.
e) apenas I está incorreta.